Fórum de Segurança Alimentar do Portal HACCP
Maio 19, 2012, 08:57:45 *
Olá, Visitante. Por favor Entre ou Registe-se se ainda não for membro.
Perdeu o seu e-mail de activação?

Entrar com nome de utilizador, password e duração da sessão
Notícias: Bem vindo ao Fórum HACCP!
 
  Início Ajuda Pesquisa Calendário Entrar Registe-se   *

Subscreve o RSS Feed do Fórum e recebe diariamente todas as novidades no teu email:

Faça uma doação ao Portal HACCP. Ajude-nos a manter este fórum activo. Qualquer ajuda é bem vinda!
Páginas: 1   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Dioxinas no pescado  (Lida 698 vezes)
0 Membros e 2 Visitantes estão a ver este tópico.
hiors
Super Membro
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 585



Ver Perfil
« em: Julho 23, 2010, 03:07:07 »

Venho-vos pedir uma ajuda, um direccionamento na minha pesquisa:

Após uma inspecção realizada pela DGV, a inspectora informou-me que podía retirar as análises às dioxinas pq elas acumulavam-se em pescados que estão muito tempo na água, o que não é o caso do peixe pequeno (cavala, sardinha). Esse problema podería-se colocar no caso do atum, por ser um peixe maior, no entanto a inspectora justificou-me que as dioxinas se acumulam no fígado dos animais, e como nós utilizamos os lombos do atum e não os fígados, poderia retirar estas análises do plano de controlo de qualidade.

Isto é saber de boca... e agora estudos científicos... alguém me pode ajudar?

Existe um parecer da EFSA que indica:
"Em geral, as directrizes nutricionais que se referem ao consumo de peixe não conduzem à ingestão de dioxinas e de polifenilos policlorados do tipo das dioxinas (DL-PCB) em níveis que causem preocupações quanto à segurança, com a excepção de peixes gordos capturados no mar Báltico (por exemplo, arenque e salmão), em relação aos quais os dados disponíveis quanto aos níveis de contaminantes suportam as recomendações mais específicas emitidas pelas autoridades suecas e finlandesas para a segurança dos alimentos."

que se pode ler em:
www.efsa.eu.int/science/contam/contam_opinions/1007_en.html

Obrigado.
 
« Última modificação: Julho 23, 2010, 03:18:02 por hiors » Registado

Helena
Fernando Rocha
Super Membro
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 516


Ver Perfil
« Responder #1 em: Agosto 11, 2010, 04:45:12 »

Mas o que queres concretamente?

Queres retirar as analises referentes às dioxinas com provas "físicas" ou pretendes justificar e aprofundar o recurso às analises?

A teoria de elas "só estarem presentes" no fígado... hum, parece-me estranho (e treta)... pois as dioxinas, por norma, adoram corpos "gordurosos" (tecido adiposo), e pescado "gorduroso" não falta por aí.

E por fim, concordo plenamente com esta afirmação...
“O pescado é seguro e deve-se incorporar uma gama variada de pescado na dieta de forma a reduzir o risco de doença cardíaca”, disse Bill Hogarth, director da National Oceanic and Atmospheric Administration’s (NOAA). “O receio de contaminação é exagerado (...) há um maior risco para a saúde quando não se consome pescado, dado que apenas 9% dos PCB’s da dieta provêm do peixe, o restante provém da carne e lacticínios”.

Fonte: JAMA 2006; 296(15): 1885-99
Registado

Rastreabilidade não é um palavrão! É uma dor de cabeça para todos!
hiors
Super Membro
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 585



Ver Perfil
« Responder #2 em: Agosto 12, 2010, 09:28:55 »

Quero justificar a retirada das análises a Dioxinas e PCB do meu plano de HACCP. São caríssimas (acima de 500€) e não consigo justificá-las como necessárias.
Existe uma tendência na diminuição deste componente devido às políticas europeias em baixar estes contaminantes ambientais. Isso vem comprovado com o recente estudo feito pelo EFSA. A razão para eles existirem tem a ver com o pescado no mar Báltico, região riquíssima nestes componentes.
Contactei o Ipimar e estes apenas indicaram não ter estudos para os contaminantes referidos em Portugal e no pescado na área marítima de Portugal. A única coisa existente é de facto os benefícios. Por isso contactei os responsáveis da EFSA, que publicaram estes estudos, e o referido foi apenas de que é tudo muito subjectivo até porque não poderemos comprovar nada sem haver estudos... e quem os tem de fazer?
Uma das respostas foi:

"It is important to consider some factors in discussing the
accumulation of dioxins and PCBs in fish and the human exposure.

 1. Long living animals will accumulate more dioxins and PCBs compared
 to young animals.
 2. Fatty fish accumulates more compared to low fat-content fish
 species but ...
 3. Exposure of low fat-content fish to highly contaminated
 environment can lead to high concentration of dioxins and PCB even
 in low fat-content fish.
 4. Fishing area can make a huge difference when comparing the level
  of dioxin in samples of the same fish specie but coming from
 different fishing areas.
 5. From the perspective of human exposure to dioxins via fish
 consumption we have to bear in mind that low fat-content fish can be 
 a more important contributor to the overall dioxin and PCBs intake 
 due to the higher quantity of low fat-content fish consumed
  in a  specific area, country or population group. And tuna fish
  is   a  wildly consumed fish. Eel is a very fat fish, normally
 containing  high levels of dioxin but the consumption of eel
 relatively limited.  The consumption pattern is an important
 component in assessing the  exposure."

Ou seja, responderam-me o politicamente correcto: nada.

Com outra pessoa da EFSA, consegui um: 

"You are partly right in your statements below but not correct all
the time. Dioxins are fat soluble substances and can thus accumulate
in all fatty tissues and not only in liver".

O meu "partly right" que há a considerar é que tanto a sardinha como a cavala pescada ao largo da nossa costa tem um tempo de vida muito curto, demasiado curto para acumular qualquer tipo de contaminante. E depois, na nossa costa ainda não existe nenhum problema ambiental...

Mas, como em tudo num plano HACCP tem de ser bem explicadinho, estou com dificuldade em refutar esta análise... já que vou ter de a fazer para comprovar que estou certa... ou seja, vou deitar dinheiro pela janela.

E para informação de todos... 9% dos PCB e Dioxinas vem do pescado, aquele mais gordo e que fica mais tempo na água. Posso dizer que frutas e legumes trazem mais risco... 9% é a mesma percentagem de dioxinas e PCB nos OVOS!!!!! Portanto é um risco muito baixo.
Registado

Helena
Fernando Rocha
Super Membro
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 516


Ver Perfil
« Responder #3 em: Agosto 12, 2010, 02:11:04 »

"You are partly right in your statements below but not correct all
the time. Dioxins are fat soluble substances and can thus accumulate
in all fatty tissues and not only in liver".

Afinal tinha razão, a inspectora não... Sorridente afirmações destas são demasiado perigosas !!!

Mas já fizeste algumas? tiveste maus resultados de PCB e dioxinas?
Registado

Rastreabilidade não é um palavrão! É uma dor de cabeça para todos!
hiors
Super Membro
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 585



Ver Perfil
« Responder #4 em: Agosto 12, 2010, 05:07:39 »

A 500€ cada análise?? Não.
E dp, para ter histórico e poder refutar isto do plano, teria de fazer umas 6 análises para ter um background...

 Lingua
Registado

Helena
hiors
Super Membro
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 585



Ver Perfil
« Responder #5 em: Agosto 12, 2010, 05:21:05 »

E dp tem outra coisa, que é a enorme variabilidade que existe no peixe.

Os resultados variam com a altura do ano, zona de captura dentro da mesma área...


...e com a quantidade de incêndios...  é só dioxinas no ar.

E a sardinha é pescada quase à saída do berçário Cool which means that it`s almost free from dioxins...
« Última modificação: Agosto 12, 2010, 05:47:21 por hiors » Registado

Helena
Páginas: 1   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.11 | SMF © 2006-2007, Simple Machines LLC
TinyPortal v0.9.8 © Bloc
XHTML 1.0 válido! CSS válido!